Chicas e chicos, hermanos e hermanas, minhas mini férias na Argentina foram incríveis (Ah! Também passei pelo Uruguai, mas vou fazer um post separado, ok?) e como tem uma tchurma me pedindo dicas para quem vai visitar Buenos Aires, resolvi correr com esse post contando um pouco de como são as coisas por lá, dicas super úteis; lugares para conhecer; restaurantes imperdíveis; e tudo o mais que trouxe na bagagem da minha trip que durou 9 dias. Mas vou precisar dividir em parte 1 e 2, combinado? Tenho tanta coisa pra contar, tanta dica bacana… então senta que lá vem história.

Antes de mais nada, ao planejar sua viagem para Buenos Aires, é preciso saber quantos dias você pretende ficar por lá. Essa definição é importante para escolher o bairro mais adequado para se hospedar. A minha dica de brother, ou melhor de hermana, é a seguinte: Se você for ficar no mínimo 3 dias ou for fazer um bate e volta de feriado ou de fim de semana, coisa comum entre os brasileiros, já que o vôo é bem curtinho, eu te indico ficar no Centro de Buenos Aires mesmo, pois você vai conseguir conhecer os principais pontos turísticos em pouco tempo, e tempo é precioso se você tem poucos dias e não quer desperdiçar se locomovendo. Obelisco, Casa Rosada, Teatro Colón, Shows de Tango diversos, Puerto Madero, Cafeteria Tortoni e mais algumas coisas.

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O Centro não é um bairro tão bonito, na verdade é bem semelhante ao Centro do Rio de Janeiro. Mas é aquilo, para quem vai com o cronograma apertado é a melhor localização, dependendo dos lugares que queira visitar.

Agora, se for ficar 4 ou mais dias. Eu indico, de todo meu coração, que você se hospede em PalermoMais especificamente, em Palermo Chico. Deixa eu explicar, alguns bairros lá tem subdivisões, como, por exemplo, a Gávea aqui no Rio, tem o Baixo Gávea; ou o Leblon, tem o Alto Leblon. Palermo é assim, é tudo grudado, mas com vibes bem diferentes uma da outra. E eu, simplesmente, me mudaria agora para Palermo Chico <3 . Lá, você tem tudo na porta e faz tudo a pé – restaurantes, supermercados, cafeterias, shoppings, museus, parques… E a localização dele em relação a outros bairros, como o Centro, é perfeita – 10 minutinhos de distância. Além de ser um bairro encantador, me senti na Europa – mesmo sem nunca ter ido à Europa (haha). Sério! Palermo é bairro nobre lá. Super seguro também, coisa que o Centro já não é. Inclusive, ande com sua mochilinha para frente no Centro. (eu disse que se assemelhava ao Centro do Rio, não disse?!)

Lugares legais em Palermo para visitar

MALBA Museu (se emocionar com museu é normal?!), Jardim Japonês, Jardim Botânico, Shoppings, Palermo Soho , Zoológico, Planetário, Rosedal, Museu de Artes decorativas, Museu de Arte Popular e muitos parques incríveis.

Conversando com alguns moradores que conheci por lá, eles contaram que os brasileiros, geralmente em sua primeira visita a BSAS, se hospedam no Centro e quando retornam preferem ficar em Palermo. Ainda bem que acertei logo de cara. #ObrigadaBlogsdeViagem

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Inclusive, o motorista que fez o transfer ida e volta do aeroporto, e que tem 90% do seus clientes brasileiros, disse a mesma coisa. Por falar nisso, já saia do Brasil com o transfer agendado, não deixe pra pensar nisso quando pisar lá, pois não sairá nada econômico. Vou deixar o link do DAVI que foi o argentino que contratei, o link é do tripadvisor e você pode conferir as avaliações do pessoal a respeito. O bom é que ele é adepto ao “portunhol” pra ajudar a gente – aí fica tudo mais fácil. Davi também faz passeio guiado e é super pontual. #ficadica

Já falamos da escolha da localização, agora vamos falar da escolha da hospedagem.

Ainda que eu pudesse pagar um hotel luxuoso em BSAS, eu não pagaria. E quando eu voltar lá – porque quero muito voltar – farei exatamente a mesma coisa que fiz nessa viagem: Aluguei um apartamento pelo Airbnb e a experiência foi melhor do que eu imaginava. A minha intenção era acordar de manhã, colocar minha segunda pele, meu cachecol, minhas botas, caminhar até a cafeteria que eles vão, fazer mercado como eles fazem, cumprimentar os vizinhos em espanhol, passar no mercadinho no fim da tarde e levar um garrafa de vinho pro jantar. Eu queria sentir o lugar onde eu estava. E foi tão incrível, que eu recomendo essa experiência para todo mundo. Nos últimos dias, eu e Rapha já estávamos nos referindo ao apartamento como nossa casa, sem perceber, soltando frases como “Vamos passar ali e comprar medialunas pra comer em casa?”. E riamos felizes ao perceber isso.

Então isso é algo que eu realmente recomendo muito, óbvio, dependendo do lugar pra onde você for viajar. Há lugares em que o melhor mesmo é um resort, por exemplo, pra poder aproveitar mais. Mas lanço essa ideia para vocês cogitarem quando forem viajar.

Os principais bairros, na minha opinião, para circular com coisas interessantes para conhecer, são o Centro e Palermo que já falamos, todos os sub-bairros de Palermo e Recoleta. Tem mais coisa sim, mas era mais distante de onde eu estava e eu super curti tudo o que tinha ao meu redor. Esses bairros são tão próximos um do outro que, contando com algum trânsito, nós chegávamos ao Centro – que era o mais distante – em 10 minutos, no máximo. E gente, andar de ônibus em Buenos Aires é super viável, taxi não é nada absurdo de caro, mas pegar um ônibus lá é tão tranquilo, rápido e barato que abortamos totalmente a ideia de taxi.

E, pra isso, é preciso comprar um cartão para recarregar e pagar a passagem, os motoristas não aceitam dinheiro. Esse cartão é chamado SUB e é facilmente encontrado para vender em qualquer kiosco.

Kioscos são lojinhas pequenas espalhadas por toda a cidade, você sempre vai dar de cara com alguma, nelas também é vendido chip pré-pago caso você queira internet. Comprado o seu SUB é só se dirigir até um ponto de recarga. Nem todos os kioscos tinham máquina de recarga, mas em qualquer loteria é possível recarregar. Só tenha cuidado, pois fim de semana as loterias não funcionam e alguns kioscos fecham. Se programe! Ah, e é sempre preciso informar para o motorista a rua que você vai desembarcar, pois pode variar o valor da passagem e ele seleciona o valor antes de você passar o cartão, não tem catraca. No geral, custa 7 pesos a passagem e não precisa de um cartão por pessoa. No mais, as pessoas são educadas, fazem fila única no ponto por ordem de chegada, não tem aquela falação no ônibus, nunca fica lotado. É muito melhor que no Brasil!

Bom, nesse primeiro post eu dei dicas pra escolha da localização; da hospedagem; de locomoção; citei alguns lugares para ir; indiquei até um transfer. No próximo, vou falar melhor dos pontos turísticos que visitei e o que achei deles; de dicas de restaurantes e comidas; lojas; e tudo o mais que não falei aqui para nao ficar cansativa a leitura.

Beijo e logo logo sai a parte 2

Mila Madeira

Ariana, 25, Rio de Janeiro e Volta Redonda. Apaixonada por moda, beleza e tudo que deixa a vida mais bonita e leve. Não acredita no impossível. Criou o Camarim Luxo com muito carinho para compartilhar um pouco do seu mundo. Porque luxo mesmo é ser feliz!

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